Mostrar mensagens com a etiqueta (des)governo; devaneios. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta (des)governo; devaneios. Mostrar todas as mensagens

7 de março de 2013

Hugo

gosto, naturalmente, de loucos
empatizo com gente que tem sentido de humor
sempre admirei pessoas de convicções (ainda que discutíveis)

por isso acompanhava, com interesse, o Hugo desde a sua chegada ao poder.
transparecia  nele uma infantilidade imberbe ao acreditar na  força da revolução,
nos seus longos discursos (alguns absolutamente hilariantes) havia a convicção do menino que quer ser um Zorro, ainda que depois o homem e os desvarios do poder pudessem contradizer a inocência primordial dos seus ideais.

como homem que era, adoeceu e morreu.
como personagem que foi permanecerá um mito.
será para sempre um fazedor da revolução (qualquer que ela seja)



24 de outubro de 2011

Ambivalência

Hás vezes pergunto-me quem sou.
Reformulo! Muitas vezes pergunto-me quem sou?
E a chuva e os dias cinzentos tornam esta pergunta - e as que lhes estão implícitas: Para onde vou? Sou feliz assim? É aqui que quero estar? Em quem confio? Em que acredito? Quais são os meus valores? O que me faria feliz? - mais pertinente.

Há em mim uma dualidade entre a conformada mulher de bem com a vida, a usufruir (por enquanto) daquilo que durante os últimos 20 anos conseguiu: estudar, viajar, trabalhar, progredir na carreira, apaixonar-se, comprar casa, casar, ter um filho, afirmar-se claramente do ponto de vista político como uma liberal social democrata, mas que sempre defendeu a IVG como um direito inalienável da mulher, e aquela outra, que acossada pelas circunstâncias divulgadas neste último mês, sente, como tão bem escreveu Sérgio Godinho, “uma força a crescer-me nos dedos e uma raiva a nascer-me nos dentes”. Aquela que, embora perceba claramente a instrumentalização política da esquerda caviar “do movimento dos indignados”, também tem vontade de lá estar, a que assiste às manifestações na Grécia e não as condena, antes se solidariza, aquela que se indigna quando os políticos que ajudou a eleger não são eticamente correctos nem socialmente responsáveis, aquela que se revolta com a demonização dos que escolheram prestar serviços aos outros (onde se inclui) na saúde, na educação, na segurança social, no emprego e em tantos outros sectores de actividade.

Concluo assim que há, também, em mim uma anarquista gorada, uma revolucionária reprimida, uma manifestante silenciada, uma hippie frustrada.

Mas pode ser que quando ficar verdadeiramente pobre, de tanto ser taxada como rica, e ficar desempregada, porque não são os cortes no vencimento, nem a eliminação dos subsídios de férias e de natal que vão resolver as questões das finanças públicas, eu finalmente “saia do armário” e me assuma como uma lutadora pela liberdade e pelos direitos de cidadania.




E então cuidado, meus amig@s, muito cuidadinho…

6 de outubro de 2011

5 de Outubro

Há um ano faustosos panos cobriam, escandalosamente, as ilustres cabeças dos mui grandes convidados da centenária República, na Praça do Município.
Este ano, no mesmo local, o calor bem apertou, e eles ali engravatados à torreira do sol, quase davam dó, entre o suor que escorria e a desidratação eminente. A crise a tal obrigava. Novas sombras seriam mais uma vez escandalosas!

Mas será que deitaram fora as fantásticas telas do ano passado? Não as podiam ter aproveitado para este ano?

Com certeza muito ilustre hoje não vai trabalhar da valente insolação que apanhou ontem, e o absentismo nos dias de hoje é crime lesa pátria!

23 de maio de 2011

Direito de Antena

Aquele tempo de antena do CDS-PP, de ontem, era mesmo a sério?

Hum... tão modernaço, tão minimalista... que estranho!

6 de abril de 2011

Dúvidas matinais...


Hoje acontece a ultima sessão plenária na AR desta legislatura. Ficam apenas assegurados serviços mínimos e parcas comissões de especialidades. Assolam-me dúvidas profundas:

- Os deputados que vão entrar de férias vão ficar dois meses a receber os seus [chorudos] ordenados sem fazer puto, até à eleição daqueles que vão integrar a nova legislatura?

- Não deveria ser condição de partida para se ser deputado ter um vínculo profissional, um posto de trabalho para o qual voltar, de imediato, terminado o seu mandato? [Porque isto de se ser deputado deveria ser, mais ou menos, como cumprir serviço cívico, a favor da comunidade, enfim, uma missão!]

- Ser deputado não pode ser uma profissão pois não? [Ou, os que não forem reeleitos ainda poder ir pedir subsídio de desemprego ao Centro de Emprego da sua área de residência?]

24 de março de 2011

Devaneios & (des)Governo


Estou aqui a ouvir os discursos na AR, à espera da mudança, e não me consigo concentrar nas palavras destes homens (e parcas mulheres). Escorrem-me pelos ouvidos os chavões, as novas expressões, mil vezes, ditas pelos sucessivos membros do Governo que passaram pelo hemiciclo. Ribombam as locuções “coligação negativa” e as “eleições que os portugueses não querem” repetidas por todos, numa ladainha ensaida de velha beata. E a minha imaginação voa para as reuniões em que estes discursos foram escritos. Entre o fumo dos cigarros (porque as leis são só para os gajos cumprirem), vejo os dedos febris dos assessores que avidamente tomam notas nos seus PCs, enquanto fazem contas à vida e aos ordenados que vão deixar de receber mais os telefonemas que ainda vão ter de fazer para ver se se encaixam em qualquer lado. Oiço as gargalhadas quando festejam mais uma jogada conseguida ou uma rasteira passada. Vejo-os encostados nas cadeiras a falar da estupidez dos gajos (que somos nós) e que agora é que vão ver aqueles cães malditos (somos nós, outra vez) porque são capazes de dar maioria aos sacanas dos gajos (agora referem-se ao PSD e ao PP) a pensar que nos (lhes) lixam a vida ( os palermas dos gajos, que somos nós outra vez) . Aliviam-se as costas, levantam-se os ombros, incham o peito, atenuam-se as rugas, quando enumeram racionalmente as vantagens de se livrarem, neste momento, do poder num país que já não é governado por eles, mas pela EU, onde eles (também) se sentem acossados. No fundo, não perdem muito, aliás não perdem mesmo nada. As empresas, as universidades, os bancos, as carreiras internacionais estarão à sua espera, (sempre assim foi e sempre assim será) porque está na hora de capitalizar os favores e com sorte este Verão finalmente têm férias a sério. Parvalhões (pensam eles de nós). Parvalhões, penso eu deles.


Nota 1: a linguagem deste post foi moderada e foram retirados todos os palavrões escritos inicialmente. Quem ouviu ou leu as transcrições das escutas Vara/Sousa sabe do que é que estou a falar. Também não utilizei o "pá" pela sua irritante banalidade.


Nota 2: tenho a convicção que o imaginado para esta reunião específica é facilmente transferível, mais boçalidade, menos boçalidade, para qualquer um dos outros grupos parlamentares. Para aquela classe elitista (dos que chegam perto do poder) nós seremos sempre, e só, os gajos de que se servem para os entronizar no poder.

15 de março de 2011

A questão dos iates também está resolvida!

Iates de luxo estão a pagar o gasóleo ao mesmo preço dos barcos de pesca, ou seja, 80 cêntimos por litro. O ‘fenómeno’ tem que ver com uma portaria que beneficia as embarcações turísticas, colocando-as em pé de igualdade com as pesqueiras.
Segundo o SOL apurou, existem neste momento cerca de 250 embarcações daquele tipo a beneficiarem dos 80 cêntimos por litro a que nos últimos dias tem sido comercializado este gasóleo. Recorde-se que este nível de preços só é possível porque o Estado subsidia este combustível. Trata-se da portaria n.º117-A, de 8 de Fevereiro de 2008, que regulamenta e fixa as isenções e taxas reduzidas do ISP (imposto sobre produtos petrolíferos e energéticos) previstas no Código dos Impostos Especiais de Consumo. No diploma admite-se a isenção de ISP a embarcações utilizadas na navegação comercial, designadamente na marítimo-turística. Assim sendo, veleiros, iates, catamarãs e outras embarcações ligadas à actividade turística estão autorizadas a abastecer-se com o chamado ‘gasóleo verde’ (colorido e marcado), substancialmente mais barato que o gasóleo ‘normal’ ou a gasolina.

Mais uma questão resolvida, olha se estes também faziam greve? Sem golf e sem iates era impossível o país não ter de recorrer ao FMI!

11 de março de 2011

O Discurso do Presidente


"A nossa sociedade não pode continuar adormecida perante os desafios que o futuro lhe coloca. É necessário que um sobressalto cívico faça despertar os Portugueses para a necessidade de uma sociedade civil forte, dinâmica e, sobretudo, mais autónoma perante os poderes públicos.

O País terá muito a ganhar se os Portugueses, associados das mais diversas formas, participarem mais activamente na vida colectiva, afirmando os seus direitos e deveres de cidadania e fazendo chegar a sua voz aos decisores políticos. Este novo civismo da exigência deve construir-se, acima de tudo, como um civismo de independência face ao Estado.

Em vários sectores da vida nacional, com destaque para o mundo das empresas, emergiram nos últimos anos sinais de uma cultura altamente nociva, assente na criação de laços pouco transparentes de dependência com os poderes públicos, fruto, em parte, das formas de influência e de domínio que o crescimento desmesurado do peso do Estado propicia.

É uma cultura que tem de acabar. Deve ser clara a separação entre a esfera pública das decisões colectivas e a esfera privada dos interesses particulares.

Os cidadãos devem ter a consciência de que é preciso mudar, pondo termo à cultura dominante nas mais diversas áreas.
Eles próprios têm de mudar a sua atitude, assumindo de forma activa e determinada um compromisso de futuro que traga de novo a esperança às gerações mais novas.

É altura dos Portugueses despertarem da letargia em que têm vivido e perceberem claramente que só uma grande mobilização da sociedade civil permitirá garantir um rumo de futuro para a legítima ambição de nos aproximarmos do nível de desenvolvimento dos países mais avançados da União Europeia.

Esta é uma tarefa de todos, cada um tem de assumir as suas próprias responsabilidades. É essencial que exista uma união de esforços, em que cada português se sinta parte de um todo mais vasto e realize o quinhão que lhe cabe.

Necessitamos de recentrar a nossa agenda de prioridades, colocando de novo as pessoas no fulcro das preocupações colectivas. Muitos dos nossos agentes políticos não conhecem o país real, só conhecem um país virtual e mediático. Precisamos de uma política humana, orientada para as pessoas concretas, para famílias inteiras que enfrentam privações absolutamente inadmissíveis num país europeu do século XXI. Precisamos de um combate firme às desigualdades e à pobreza que corroem a nossa unidade como povo. Há limites para os sacrifícios que se podem exigir ao comum dos cidadãos.

A pessoa humana tem de estar no centro da acção política. Os Portugueses não são uma estatística abstracta. Os Portugueses são pessoas que querem trabalhar, que aspiram a uma vida melhor para si e para os seus filhos. Numa República social e inclusiva, há que dar voz aos que não têm voz.

...
O exercício de funções públicas deve ser prestigiado pelos melhores, o que exige que as nomeações para os cargos dirigentes da Administração sejam pautadas exclusivamente por critérios de mérito e não pela filiação partidária dos nomeados ou pelas suas simpatias políticas.

A coesão entre as gerações representa um importante activo de que Portugal ainda dispõe.
Os jovens não podem ver o seu futuro adiado devido a opções erradas tomadas no presente. É nosso dever impedir que aos jovens seja deixada uma pesada herança, feita de dívidas, de encargos futuros, de desemprego ou de investimento improdutivo.

O exemplo que temos de dar às gerações mais novas é o exemplo de uma cultura onde o mérito, a competência, o trabalho e a ética de serviço público sejam valorizados. Entre as novas gerações, Portugal dispõe de recursos humanos altamente qualificados. Se nada fizermos, os nossos melhores jovens irão fixar-se no estrangeiro, processo que, aliás, já começa a tornar-se visível.

É fundamental que a sociedade portuguesa seja despertada para a necessidade de um novo modo de acção política que consiga atrair os jovens e os cidadãos mais qualificados. O afastamento dos jovens em relação à actividade política não significa desinteresse pelos destinos do País; o que acontece, isso sim, é que muitos jovens não se revêem na actual forma de fazer política nem confiam que, a manter-se o actual estado de coisas, Portugal seja um espaço capaz de realizar as suas legítimas ambições. Precisamos de gestos fortes que permitam recuperar a confiança dos jovens nos governantes e nas instituições.

Seria extremamente positivo que os jovens se assumissem como protagonistas da mudança, participando de forma construtiva, e que as instituições da nossa democracia manifestassem abertura para receber o seu contributo. A geração mais jovem deve ser vista como parte da solução dos nossos problemas.

...
Foi especialmente a pensar nos jovens que decidi recandidatar-me à Presidência da República. A eles dediquei a vitória que os Portugueses me deram. Agora, no momento em que tomo posse como Presidente da República, faço um vibrante apelo aos jovens de Portugal: ajudem o vosso País!

Façam ouvir a vossa voz. Este é o vosso tempo. Mostrem a todos que é possível viver num País mais justo e mais desenvolvido, com uma cultura cívica e política mais sadia, mais limpa, mais digna. Mostrem às outras gerações que não se acomodam nem se resignam.

Sonhem mais alto, acreditem na esperança de um tempo melhor. Acreditem em Portugal, porque esta é a vossa terra. É aqui que temos de construir um País à altura das nossas ambições. Estou certo de que, todos juntos, iremos vencer.
"
Excertos do Discurso da Tomada de Posse do Presidente da República em 9 de Março de 2011, (fonte : http://www.presidencia.pt/, com negritos apostos pela autora deste post.
Então estas é que são as palavras que inflamaram a nação socialista?
São estas as frases do ressabiamento do Presidente alardeadas na Comunicação Social?
Aquelas, que podem causar profunda instabilidade política pelo desafio à cooperação institucional, no dizer dos "fazedores de opinião"?
Meus amigos, ou estão todos muito nervosos ou padecem de uma estranha deficiência auditiva. Não me parece nada que se possa extrapolar desta intervenção que o senhor Presidente esteja amanhã na manif da "geração à rasca", nem acho que tenha votado telefonicamente na música dos "Homens da Luta" no festival da canção nacional.

20 de janeiro de 2011

A escolha (por interesse) da Xanuca

Vivemos na ilusão do ideal, do perfeito, da romântica coincidência. Tendemos a achar que as escolhas que fazemos são orientadas pelo destino ou mesmo por qualquer inspiração divina. Mas aceitemos, todas as escolhas que fazemos são-no por interesse, pelo mais puro interesse (não se leia aqui a conotação comum e negativa de interesse, mas a sua definição etimológica, enquanto motivo, razão de escolha)!

Escolhemos os amigos, os companheiros, os pais dos filhos, porque são ricos ou porque são inteligentes, porque são gordos ou porque são magros, porque os admiramos, porque têm um carrão, porque são bonitos e altos, porque são mesmo bons na cama, ou pura e simplesmente porque nos fazem rir, porque os conhecemos desde sempre ou porque constituem o desafio do desconhecido, porque vivem no “mundo" ao qual queremos pertencer ou simplesmente porque já não suportamos mais a nossa solidão.

E assim, vamos vivendo entre estas escolhas interesseiras, e vamos sendo mais ou menos felizes em função das escolhas que fazemos.

Aproximam-se as presidenciais, e vamos ter de escolher.
Uns não terão dúvidas, são amigos, sabem que vão recolher dividendos, ou querem apenas manter o seu status quo, outros escolherão votar naqueles com os quais julgam partilhar ideais para conseguir um país melhor. Muitos votarão por puro desencanto, mesmo com raiva.

Eu, aqui me confesso, votarei por interesse, por puro interesse.

Não me inspira nenhum candidato, não encontro motivos racionais para votar em nenhum deles, não acredito na boa fé de nenhum, não gosto da sua sobranceria. As suas campanhas foram cinzentas, tristes e infelizes, mas…
... quero o meu marido em casa, tenho saudades de jantar em família, quero de novo tarefas partilhadas, quero ir ao cinema a dois, quero um gajo (adulto) na cama antes das 04.00h, quero que o telemóvel dele (nos parcos instantes que está ao pé de nós) pare de tocar compulsivamente, quero um fim-de-semana normal. Por isso vou votar (ainda que contrariada) para tentar evitar uma segunda volta. Vou votar, não para ter um país melhor, que sinto que não terei com nenhum destes candidatos, mas para que o meu filho durma a noite inteira (e não fique eternamente à espera que o pai chegue), para que a cadela pare de fazer xixi na cozinha (eu não consigo levá-la com frio e chuva à rua à meia-noite) e para que o meu martírio pessoal não se perpetue por mais uns tempos…

Já agora, se não tiverem nenhum interesse especial em qualquer um dos outros candidatos podem dar uma ajudinha à minha causa?

Muito agradecida pela colaboração!

28 de outubro de 2010

A poesia é uma arma....

O POEMA DA 'MENTE'

Há um primeiro-ministro que mente.
Mente de corpo e alma, completamente.
E mente de maneira tão pungente
Que a gente acha que ele mente sinceramente.
Mas que mente, sobretudo, impunemente...
Indecentemente... mente.
E mente tão racionalmente,
Que acha que mentindo vida fora,
Nos vai enganar eternamente.


Anónimo

19 de outubro de 2010

O OE 2011

O Orçamento do Estado 2011 é incontornável. Ecoa cá em casa como bomba relógio prestes a explodir. Fazem-se planos de cortes do acessório, para mantermos o nosso indispensável (ainda que possa ser acessório para outros). Eu, maldigo o Governo, qual prima-dona de uma opereta infeliz, vocalizo o despesismo brutal a que assisto diariamente e não me conformo com o corte no ordenado. O gajo, perde a cabeça, eleva o tom de voz, e baritonomamente afirma: “ vamos mas é sair daqui, vamos viver para a quinta. O que está a dar é a economia de subsistência”. O puto entra na sala, para apreciar tão vetusta confusão, atiro-lhe logo um: “meu menino, olha que leite achocolatado e o bongo 100% para os lanches é melhor esqueceres, vai passar a ser muito caro o raio do Socrátes acha que são protudos de luxo”. Ele faz beicinho, cruza os braços e começa: “ vim só avisar que não quero sair do meu colégio por isso não podemos ir viver para a quinta! Mas podemos trazer uma vaca e umas galinhas da avó e pôr aqui no terraço. Ficamos com ovos e leite para vender aos vizinhos e assim ficamos ricos!” Nós começamos às gargalhadas e eu fico a pensar que o puto tem futuro no negócio… sobretudo porque não deve estar a pensar declarar os rendimentos ao fisco…

2 de julho de 2010

SCUTS


Estou cansada da conversa das scuts. Todos os dias se esgrimem opiniões, se encontram novas fórmulas de discriminação, ainda que a digam positiva, se descobrem novas soluções técnicas para cadastrar os carros que lá venham a passar, se trocam acusações políticas bacocas e estapafúrdias. Este é um processo inquinado e injusto desde o princípio, claramente usado para fins eleitoralistas e condicionado por influências políticas: não será por acaso que a maioria das scuts se encontram nas regiões que elegeram determinados senhores que vivem da política.

Acredito no principio utilizador pagador, talvez por ter vivido 17 anos naquela parte do país para além do Tejo, onde um Ministro dizia que vivem camelos, e ter assumido desde sempre, como natural, o pagamento da ponte, que nasceu no mesmo ano que eu, para chegar à capital.

Agora, que já mal a uso, a ela e à sua parceira ainda mais cara, pois vivo na capital e as visitas à família são cada vez mais escassas, começo a sentir-me roubada e a pensar nos escudos e euros que gastei ao longo da vida, para vir passear, vir às compras, vir ao médico, vir para a faculdade, e eu sei lá mais o quê, não havendo real alternativa para atravessar o rio Tejo. Eu sei que um bom político me diria que como fui atleta federada pelo Clube Naval Setubalense, bem poderia atravessar o Tejo a nado, ou ainda que toda a vida tive a hipótese de para fazer Setúbal/Lisboa e vice-versa, tinha a valorosa alternativa de dar a volta pela ponte de Vila Franca de Xira.

Por isso, caros senhores, não me lixem, quem usa paga e quem não quer vai dar a volta, e quem dera a alguns terem estradas para pagar porque neste país alguns acessos a capitais de distrito continuam a ser IC miseráveis, (azar da terra a de não ter um bom filho político que chegue a ministro e dê um jeitinho para compor a estradinha) e sobretudo esses não têm que andar a pagar as auto-estradas dos outros.

Quanto aos meios de pagamento, ponham portagens, empreguem gente e ajudem a baixar os 11% de taxa de desemprego que assola o país.

25 de abril de 2010

Os cravos de Abril


Que fiquem aqui estes humildes cravos vermelhos, feitos de papel, para que não nos esqueçamos da fragilidade das conquistas, mesmo as de Abril.
Que fiquem aqui também, como reacção à opulenta decoração de hoje da AR, uma verdadeira floresta de cravos. E eu que , estupidamente, pensava que este País estava em contenção económica ...
(a esta hora já terão, por certo, ido para o lixo alguns milhares de euros.
E... terá sido feito concurso público? ou foi ajuste directo?).


9 de abril de 2010

D' aqui


Ainda há pesssoas que conseguem sonhar...ou... apenas sabem fazer discursos que fazem sonhar?


é verdade ou mentira?
que se lixe! estou aqui, é sexta-feira e cheira a mar!

9 de março de 2010

O PEC




Este blog não gosta do PEC.
Este blog não acredita no PEC.
Este blog vai ser prejudicado pelo PEC.
Este blog é da classe média... mas gostava de mudar!