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22 de abril de 2013

Solidariedade

 Nada como encontar outras que sofrem as mesmas dores . Ou as dores serão geracionais?

22 de julho de 2009

Plano de Contingência

Os patrões aqui do Convento já nos apresentaram o Plano de Contingência para a pandemia de Gripe A. Vão realojar-nos no edifício, vamos mudar de salas: em vez de gabinetes com um ou dois trabalhadores, os mesmos passam a ter três e quatro pessoas, assim ficamos muito mais próximos, íntimos até.

Pareceu-me.... previdente. Sempre podemos por a mão na testa uns dos outros quando a febre começar a subir, e assoar o narizito do parceiro do lado, ou mesmo aparar-lhe amigavelmente o espirro.
Afinal, até já me parece inteligente!

1 de abril de 2009

1 de Abril

Passei a manhã a pensar nisto, na mentira do dia, na melhor, na mais profunda, naquela mais mais ... e não consigo escolher entre:
- Adoro este Governo, em especial o PM!
- Gosto de viver em Portugal!
- Sou feliz no meu emprego!

3 de março de 2009

Fiquei preocupada com a ingratidão...

Rezam os jornais do dia que um rapazote de 18 anos tentou envenenar a mãe para que ela não fosse tirar satisfações com a sua namorada com que ele tinha tido uma zanga. Fiquei preocupada, horrorizada mesmo, estes putos são uns desnaturados, uns ingratos, não sabem que a mãezinha é que sabe sempre o que é melhor para eles.

Como mãe de filho único, uniquíssimo (de ainda 5 anos é certo, mas o tempo passa tão depressa e eles são cada vez mais precoces) assumo que sou muito bem capaz de fazer bem pior do que ir tirar satisfações à pindérica que se zangar com o meu bebé, aliás, quando for a altura de ele começar com a conversa das namoradas, vou ser eu a primeira a envenenar qualquer uma que se aproxime do meu lindo bijou. Anda aqui uma gaja sem dormir anos e anos, a lavar o rabinho do petiz, a fazer sopinha, a tirar febres e a curar tosses, a levar à escola, à música, à ginástica, para depois uma qualquer, uminha, criada sabe-se lá por quem, andar a destratar o nosso menino mais lindinho. Nem pensar. Jamais. Só por cima do meu cadáver.
Pena que já não se use como antigamente, em que nas boas famílias os filho únicos ou os mais novos ficavam solteiríssimos até as mãezinhas falecerem, isso é que era certo. Aí era, era.

E já agora acrescento, depois de ter um filho comecei a compreender melhor as sogras em geral, e as que me passaram na vida, em particular, com as quais sempre alimentei verdadeiros ódios de estimação. Assumo aqui que sempre fui (sou e serei) uma nora do pior, porque os gajos têm de ser educados como deve de ser, porque as cabras das suas mães os estragaram de mimalho uma vida inteira, por isso é preciso rédea curta, mesmo muito curta…

15 de dezembro de 2008

Aí vida! II

Hoje, sonhei com sapatos... não, não eram lindos de morrer, não, não eram de marca com preço proibitivo.
Eram uns sapatos escuros, gastos, velhos, bem usados, mas eram mágicos... voavam... em direcção a todos aqueles que mereciam umas belas sapatadas...
E, no meu sonho acertavam sempre naqueles que as mereciam...

Hoje, acordei de alma lavada!