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22 de julho de 2009

Plano de Contingência

Os patrões aqui do Convento já nos apresentaram o Plano de Contingência para a pandemia de Gripe A. Vão realojar-nos no edifício, vamos mudar de salas: em vez de gabinetes com um ou dois trabalhadores, os mesmos passam a ter três e quatro pessoas, assim ficamos muito mais próximos, íntimos até.

Pareceu-me.... previdente. Sempre podemos por a mão na testa uns dos outros quando a febre começar a subir, e assoar o narizito do parceiro do lado, ou mesmo aparar-lhe amigavelmente o espirro.
Afinal, até já me parece inteligente!

20 de fevereiro de 2008

A entrevista


Tinha prometido a mim mesma que não escreveria nada sobre o assunto, porque não vi "a entrevista". Queria ver, mas não consegui.

Acontece que, nos últimos dois dias, li e ouvi dezenas de comentários sobre a dita, uns pró outros contra, aliás, mais contra que pró, mas nenhuma abordou a minha grande angústia e assim não resisto a perguntar: ninguém reparou no que eu vi e me impediu de ver a entrevista? O homem estava demasiado maquilhado, a tez estava demasiado escura o que acentuava os vincos do rosto, os lábios brilhavam de gloss. Fiquei siderada sem conseguir ouvir uma palavra do discurso, certamente muito bem treinado, fixada naquela matrafona mal amanhada do Carnaval de Torres. Por pudor, mudei de canal. Tive pena daquele homem, que por sinal está muito envelhecido.

O caso merecia uma sindicância à SIC, certamente ocorreu um conluio das forças de bloqueio, dos arruaceiros comunistas que organizam manifestações dia sim, dia sim, atrás do primeiro ministro, ou será que simplesmente a maquilhadora estava distraída a pensar como é que pagava as suas contas até ao fim do mês...

26 de novembro de 2007

Barbie e Ken



Ela sonhou ser uma princesa. Ele quis ser o seu príncipe.
Ontem realizaram o seu sonho, ao mais puro estilo nacional: carro antigo, ela de vestido beje de cauda e pedrarias com ombros e colo descobertos e véu de 10 metros preso numa tiara de pechisbeque, ele de fato de cetim riscado, colete prata e brilhante cintilante no laço agravatado. Casaram e de passagem baptizaram a filha comum de seis anos. Juntaram mais de 300 pessoas. Juntaram muitos euros. Distribuíram mariscos, música pimba e doces, muitos doces. Espero que sejam felizes…

Nota: Espero sinceramente que sim, para evitar outro casamento, do mesmo estilo, nos próximos anos. Não há quem aguente tanto disparate, tanta desadequação e tanta ostentação. Irra, que ainda me doem os maxilares de abrir a boca surpreendida com tanto paradoxo. Porque é que as pessoas precisam de ostentar os seus afectos? Será que os têm verdadeiramente? Ou preferem vender a imagem, até para si próprios, de que eles existem?
Eu não vi olhos a brilhar...

16 de novembro de 2007

Mudanças




Mr. Prace, a minha sala nova pode ser cor-de-rosa? E o mobiliário pode ser tipo Barbie, isto é, de plástico cor-de-rosa com puxadores em forma de coração dourados e cintilantes ? E já agora também me vai oferecer uma peruca loura e o kit da maquilhagem?
É que como parece que o senhor acha que eu que sou burra, amorfa, acrítica e uma peça de decoração, assim ficava tudo a combinar...
Não era lindinho?




15 de novembro de 2007

Tiques e xeliques



Manda-chuvas com tiques de decoradores de interiores, irritam-me até à medula! Porque raio é que não fazem o seu trabalho e gerem pessoas e equipas, criam projectos, acompanham dossiers, em vez de palpitar alegremente sobre salas, salinhas e saletas?

Era bom que para além de revistas de decoração, lessem qualquer coisinha sobre gestão de recursos humanos...

Irra!que não há paciência!

21 de agosto de 2007

Emoções fortes




Ainda não descobri o encanto desta nova forma de conduzir em Lisboa.

Acho diferente e perigosa, mas acredito que quem decidiu que assim deveria ser tem alguma consciência cívica…e pensou em combater o tédio da condução lisboeta.

Primeiro andamos a uma velocidade aceitável, digamos, normal, como sempre fizemos até aqui, depois, quase, quase, em cima dos novos radares, travamos bruscamente para o ponteiro descer para os 50km/hora, e evitar a famigerada multa, logo, logo a seguir aceleramos a fundo para recuperar o tempo perdido com a travagem, e assim percorremos a cidade entre a velocidade imposta por um cortejo fúnebre e a mais louca corrida de todos os tempos.

Confesso que nunca antes tinha andado, nem tão depressa, nem tão devagar na cidade.

Por este andar os parques temáticos vão ficar às moscas, porque esta nova forma de conduzir trás emoções (sobretudo quando o carro da frente teima em travar um pouco antes do esperado) e enjoos que cheguem…. Tudo isto aumenta exponencialmente no radical percurso da Avenida de Ceuta, onde ao radar e às consequentes aceleradelas acrescem, logo em seguida, umas paredes de escalada em forma de bandas sonoras que nos obrigam a reduzir para 10 km/h para as conseguirmos transpor sem o nosso cérebro abanar, então a coisa fica mesmo radical, porque depois é preciso acelerar ainda mais!

Nem sei como conseguimos viver e conduzir tantos anos na cidade sem esta torrente de emoções…

10 de maio de 2007

Peregrinação erótica?



Um mapa de Fátima que está a ser distribuído aos peregrinos por ocasião das comemorações dos 90 anos das Aparições contém anúncios referentes a sites de venda de artigos sexuais ao lado de publicidade religiosa.
De acordo com a agência Lusa, o roteiro, distribuído gratuitamente por uma empresa de publicidade, inclui vários cartões de publicidade, muitos deles com referência a instituições religiosas da cidade de Fátima, mas conta com duas publicidades que não «combinam» com o espírito da peregrinação internacional de Maio.
Os sites indicados promovem artigos afrodisíacos e instrumentos sexuais, propostas que não agradam aos peregrinos que escolheram esta semana Fátima para rezar.


Afinal ir a Fátima pode ser divertido! :)

30 de abril de 2007

Notícia Incontornável



Não concebo que esta notícia não tenha aberto todos os noticiários deste fim-de-semana.
Esta é a verdadeira imagem que transparece de Portugal nos corredores da Europa, este é o nosso tamanho, esta é a nossa estratégia, este é o nosso desígnio e a nossa verdadeira ambição europeia: vestir de minhoto, por um dia, uma estatueta de 50 cm numa esquina perdida de Bruxelas…Viva nós e a nossa tacanhez, viva a festa, viva a cerveja nacional que talvez saia da pilota do menino! Glória das glórias!

A estátua do Manneken-Pis, o menino a fazer chichi, um dos emblemas de Bruxelas, veste-se este sábado de minhoto, numa iniciativa da Comunidade Portuguesa de Emaús na capital belga, disse à agência Lusa fonte da autarquia. A cerimónia está marcada para as 15h (14h de Lisboa), junto à sede da câmara municipal, na Grand-Place de Bruxelas, e inclui a actuação do rancho folclórico da comunidade. Nas ocasiões especiais, a água que corre pelo menino é substituída por outra bebida. A Emaús tem intenção de servir cerveja portuguesa, mas a Lusa não conseguiu confirmar junto da autarquia se assim acontecerá.
Ps - O Manneken-Pis, também conhecido por «pequeno Julien», é uma estátua em bronze com cerca de 50 centímetros de altura que está localizada perto da Grand-Place, a principal praça de Bruxelas. Segundo a lenda, a estátua representa o filho de um homem muito rico que se perdeu durante umas festividades e foi encontrado cinco dias depois, a fazer chichi. Reconhecido, o pai encomendou a estátua a Jérôme Duquesnoy e está exposta desde 1619 no local onde a criança terá sido encontrada. Lusa/Portugal Diário