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10 de abril de 2008

Declaração de Interesse II

Ou contrato um destes para resolver o caso?
Claro que não lhe ligo do meu telemovel! Nem pago em cheque! Nem me passeio com ele na rua! Nem lhe peço para conduzir o meu carro! Nem faço mais nenhuma coisa parva!
Embora, tenha que confessar um certo fraquinho por carecas! (ups!) :)

Declaração de Interesse I

Preciso de treinar pontaria num certo elo da cadeia hierárquica aqui do burgo!
(Embora seja uma pacifista convicta, hoje estou por tudo! Juro que atirava a matar!)

16 de novembro de 2007

Mudanças




Mr. Prace, a minha sala nova pode ser cor-de-rosa? E o mobiliário pode ser tipo Barbie, isto é, de plástico cor-de-rosa com puxadores em forma de coração dourados e cintilantes ? E já agora também me vai oferecer uma peruca loura e o kit da maquilhagem?
É que como parece que o senhor acha que eu que sou burra, amorfa, acrítica e uma peça de decoração, assim ficava tudo a combinar...
Não era lindinho?




15 de novembro de 2007

Tiques e xeliques



Manda-chuvas com tiques de decoradores de interiores, irritam-me até à medula! Porque raio é que não fazem o seu trabalho e gerem pessoas e equipas, criam projectos, acompanham dossiers, em vez de palpitar alegremente sobre salas, salinhas e saletas?

Era bom que para além de revistas de decoração, lessem qualquer coisinha sobre gestão de recursos humanos...

Irra!que não há paciência!

10 de julho de 2007

Ventos...


Os distritos de Lisboa e sul do continente português estão hoje sob alerta Amarelo devido à previsão de vento forte e temperaturas elevada, enquanto a radiação ultravioleta vai apresentar-se com valores muito altos.
Será que estes são finalmente os ventos da mudança?

5 de julho de 2007

Esquizofrenia


Estes são tempos de absoluto "no sense".
Sobrevivemos de boatos.
Nenhuma informação é fidedigna.
As decisões são arbitrárias e sucedem-se de forma absolutamente contraditória.
Todos especulam. Quem deveria falar, mobilizar e organizar mantêm um silêncio obstinado (informação é poder!)
E todos temem.

Lamentavelmente seguem-se aqui as orientações do venerável Governo (suponho que é assim que nos devemos passar a referir a suas Exas. para evitar o temido processo disciplinar e consequente exoneração): ocorre uma perda generalizada de humor e a critica é apenas sussurrada…
Não sei se por cansaço ou talvez porque os veneráveis “grandes gestores” desta casa mandaram por sedativos na água ou na comida.

Eu cá só bebo água engarrafada e vou começar de dieta!

Quero estar lúcida para assistir ao espectáculo (qualquer que ele seja)!

4 de junho de 2007

Então, Mr. Prace?




Aqui, isolada, à distância, chegam-me apenas ecos daquilo que deveria ser a grande mudança, a eficaz reestruturação, a rentabilização e modernização do serviço….

Mas onde é que ficou... (falando baixinho) - quem é que o subornou - Mr. Prace, então nem chegou a haver uma dança de cadeiras à séria? Quase tudo reconduzido, só uns pequenos ajustamentosinhos!

Ora bolas, Mr. Prace, estou desiludida consigo! Assim não chegamos a lado nenhum…
Poupou algum dinheirinho, pois poupou, nomeadamente no meu vencimento, mas olhe que os resultados não vão mudar. Enquanto este olhar e as estratégias se mantiverem os resultados tenderão a piorar.


Ai, Mr Prace, Mr. Prace, que desilusão… tanta coisa para fazer e afinal ... só fogo de vista em dia de arraial popular!

30 de março de 2007

Aviso de mobilização



Passaram pelo meu nome e eu era um número
- menos que a folha seca de um herbário.
Colheram-no com mãos de zelo e gelo;
escreveram-no, sem mágoa, num postal.
Convite a que morresse. .. mas por quê?
Convite a que matasse. .. mas por quem?
Ó vago amanuense, ó apressado
e súbito verdugo, que te ocultas
numa rubrica rápida, ilegível,
que dirás tu do meu e de outros nomes,
que dirás tu de mim e de outros mais,
no Dia do Juízo já tão próximo
- que dirás tu de nós, se nem tremeu,
na rápida rubrica, a tua mão?
Bem sei que a tua mão só executa;
mas para além do ombro a ti pertences.
Bem puderas chorar, ter hesitado. . .
- A mancha de uma lágrima bastara
para dar um sentido a esta morte
a que a tua indiferença nos convoca!



David Mourão Ferreira in Tempestade de Verão (1950-1953)
Obra Poética 1948-1988 , 4.º Edição , Editorial Presença

29 de março de 2007

Estado de Alma




Hoje não me apetece "postar", estou cansada.
Há que acumular energias para sobreviver ao tsunami que se aproxima!

23 de março de 2007

Reacções

È fascinante verificar como somos todos tão diferentes face ao colapso anunciado. Uns revoltam-se, gritam, esperneiam, libertam em si o potencial etarra residente; outros negam, “talvez não seja mesmos assim, e as coisas ainda se componham” dizem; outros procuram organizar-se no meio do caos, preparam-se para o pior, limpam a mesa, arrumam papéis e aguardam; outros conspiram, correm a saber novas informações, fazem contactos, tecem cenários, procuram sobreviver; outros, são dos que conspiram mas disfarçam, assobiam para o lado para ver se ninguém repara que estão a postos; outros brincam, riem, ironizam para esconder o medo; e há sempre, como não podia deixar de ser, os da “fuga para a frente”, os que mesmo no vazio dizem “vamos lá continuar a trabalhar”, como se não se tivesse passado nada.

Amigos, lamento mas isto já não existe… vêem aí novos tempos. Previsivelmente adversos, mas novos.

E lá fora é Primavera.

22 de março de 2007

Bem-Vindo Mr. Prace


PRACE - Programa de Reestruturação da Administração Central do Estado
21 Abril 2006
Resolução de Conselho de Ministros n.º 39/2006Aprova, no âmbito do PRACE, as orientações gerais e especiais para a reestruturação dos ministérios



Hoje o senhor Prace chegou ao meu serviço e não teve de modas, extingui-o.
Assim, sem mais nem menos. Extingui-nos.
Mas o senhor não pode deixar de ter razão, é um super gestor da racionalização.
De facto, como é que a Administração Pública pode perder tempo e dinheiro com um serviço que procurava encontrar respostas de integração para “gentalha” de 2.º categoria: ex-reclusos, toxicodependentes, beneficiários do rendimento social de inserção, pessoas com deficiência, pessoas com doença mental, pessoas de grupos étnicos e culturais minoritários (diga-se, ciganos e afins).

O senhor é que sabe! E sabe que eles não devem ser uns eleitores muito aplicados e portanto não interessam a ninguém, e muito menos a si!

Por outro lado, nós (a corja dos trabalhadores da administração) havemos de ir fazer outra coisa qualquer, onde a nossa experiência, os nossos conhecimentos, formação, interesses, não vão interessar para nada. Mas isso não releva, porque a racionalização trás consigo certamente a melhor solução, a mais económica. O senhor, como super gestor que é, há-de saber aproveitar os recursos humanos que têm. Confio em si para me por a fazer qualquer coisa interessante e desafiante, sabe é que eu tenho um pequeno problema, gosto de pensar.

Mas, senhor Prace, quero que saiba que tem em mim uma aliada, pois acredito que a mudança trás sempre qualquer coisa de bom às organizações, independentemente daqueles que prejudica e atropela – como eu por acaso - (danos colaterais, não é caro senhor?). Espero é que tenha coragem para cumprir a sua missão até ao fim (o que não é muito comum neste país) e anule uns certos “velhos do Restelo” enfeudados na estrutura que a minam desde há anos … e olhe que estão muito perto de si, talvez demasiado perto.

Boa sorte Mr. Prace! Prometo ficar atenta.