È fascinante verificar como somos todos tão diferentes face ao colapso anunciado. Uns revoltam-se, gritam, esperneiam, libertam em si o potencial
etarra residente; outros negam, “talvez não seja mesmos assim, e as coisas ainda se componham” dizem; outros procuram organizar-se no meio do caos, preparam-se para o pior, limpam a mesa, arrumam papéis e aguardam; outros conspiram, correm a saber novas informações, fazem contactos, tecem cenários, procuram sobreviver; outros, são dos que conspiram mas disfarçam, assobiam para o lado para ver se ninguém repara que estão a postos; outros brincam, riem, ironizam para esconder o medo; e há sempre, como não podia deixar de ser, os da “fuga para a frente”, os que mesmo no vazio dizem “vamos lá continuar a trabalhar”, como se não se tivesse passado nada.
Amigos, lamento mas isto já não existe… vêem aí novos tempos. Previsivelmente adversos, mas novos.
E lá fora é Primavera.