Não somos o casal maravilha. Que a
vida nos livre disso que deveria de ser um tédio. Somos, julgo eu,
absolutamente normais. 25 de julho de 2012
Nós
Não somos o casal maravilha. Que a
vida nos livre disso que deveria de ser um tédio. Somos, julgo eu,
absolutamente normais. 24 de julho de 2012
Angústia I
Passo um ano inteirinho a invejar as minhas amigas sem filhos.
Como desejo as viagens, o silêncio, os livros, o cinema, os museus, as esplanadas, o sono, a LIBERDADE!
Mas hoje, 24 horas depois de o ter deixado nos avós, estou enrolada no sofá com a vida vazia...
Sou mesmo uma adita deste meu filho!
31 de janeiro de 2012
Camila Júlia dos Covões 29.09.1998 – 30.01.2012
Adeus Pimpila.
30 de agosto de 2011
"Os Dias do Avesso"
O acto de adoptar o apelido dos cônjuges, tem certamente múltiplas motivações, desde afirmação social a puro amor. O meu teve sobretudo que ver com o facto de me sentir órfã de um sobrenome de família. Desde criança sentia/sabia, que não podia usar, para não magoar os que amava, o apelido de um ausente afectivo. Assim, passei toda a minha infãncia e adolescência em busca de um outro sobrenome que para além do materno me completasse o “nome todo”, pois isto de ter (usar) só um, que não era o último, era mais um fardo que tinha que carregar e que me distinguia dos meus amigos e colegas. Muitas vezes pedi ao meu padrasto para me adoptar para puder usar o seu apelido, aquele que era comum à nossa família, pedido sempre recusado porque eu não era, objectivamente, órfã.
Quando me apaixonei perdidamente, tive a sorte de um dos sobrenomes do meu futuro marido ter para mim um significado simbólico/romântico: um personagem de um dos meus autores favoritos partilhava o mesmo apelido.
E assim, aquando do matrimónio (que não foi sagrado, porque só foi civil) adoptei aquele apelido (que para espanto da senhora conservadora não correspondia ao último sobrenome do noivo) que liguei com um “de” ao meu sobrenome materno, e ficou bem.
Depois do divórcio quis mantê-lo: não queria perder a minha identidade, não queria, voltando ao nome de solteira, fazer “concorrência” a mim própria no campo profissional, não queria contar a todo o "planeta" que me tinha divorciado. Para tal, tive que formal e legalmente solicitar autorização, ao suposto dono daquele nome, que era já meu por direito de uso e identidade, para com ele permanecer. O meu ex-marido, felizmente, foi magnânime e concedeu sem qualquer constrangimento a autorização para eu manter aquele sobrenome que ele nem reconhecia como seu.
E hoje sou este sobrenome e não me consigo imaginar com qualquer outro.
E ainda que me tenha voltado a casar não voltei a mexer no meu nome.
Jamais mexerei.
23 de agosto de 2011
15 de julho de 2011
Que a força do medo que eu tenho,
não me impeça de ver o que anseio.
Que a morte de tudo o que acredito
não me tape os ouvidos e a boca.
Porque metade de mim é o que eu grito,
mas a outra metade é silêncio…
Que a música que eu ouço ao longe,
seja linda, ainda que triste…
Que a mulher que eu amo
seja para sempre amada
mesmo que distante.
Porque metade de mim é partida,
mas a outra metade é saudade.
Que as palavras que eu falo
não sejam ouvidas como prece
e nem repetidas com fervor,
apenas respeitadas,
como a única coisa que resta
a um homem inundado de sentimentos.
Porque metade de mim é o que ouço,
mas a outra metade é o que calo.
Que essa minha vontade de ir embora
se transforme na calma e na paz
que eu mereço.
E que essa tensão
que me corrói por dentro
seja um dia recompensada.
Porque metade de mim é o que eu penso,
mas a outra metade é um vulcão.
Que o medo da solidão se afaste
e que o convívio comigo mesmo
se torne ao menos suportável.
Que o espelho reflita em meu rosto,
um doce sorriso,
que me lembro ter dado na infância.
Porque metade de mim
é a lembrança do que fui,
a outra metade eu não sei.
Que não seja preciso
mais do que uma simples alegria
para me fazer aquietar o espírito.
E que o teu silêncio
me fale cada vez mais.
Porque metade de mim
é abrigo, mas a outra metade é cansaço.
Que a arte nos aponte uma resposta,
mesmo que ela não saiba.
E que ninguém a tente complicar
porque é preciso simplicidade
para fazê-la florescer.
Porque metade de mim é platéia
e a outra metade é canção.
E que a minha loucura seja perdoada.
Porque metade de mim é amor,
e a outra metade…também.
julho 5, 2007 in Ferreira Gullar
19 de março de 2010
18 de março de 2010
Da alma lavada no Facebook...
Ontem foi um dia bom, muito bom, pleno de afectos reencontrados.Virtualmente reencontrei três amigas: uma que me acompanhou no princípio da adolescência e com quem partilhei projectos, sonhos e paixões; outra, amiga dos primeiros anos de trabalho, já na idade adulta, com que vivi experiencias inolvidáveis (algumas hilariantes) e momentos de crescimento únicos; e a terceira, amiga recente de projectos difíceis mas com quem facilmente estabeleci empatia e afecto.
Ontem redescobri-as no faceboock, nesse mundo virtual de vidas, consciente de que no mundo real, estes encontros e conversas não teriam sido possíveis.
Ontem reencontrei partes de mim, e histórias, e memórias, e gargalhadas e… um passado que já foi meu.
Ontem reencontrei a Cristina, a Sofia e a Carla.
Ontem foi bom, muito bom!
23 de janeiro de 2010
21 de janeiro de 2010
A Sindroma da Alienação Parental
A justiça e a comunicação social ofereceram-nos nos últimos dias diferentes abordagens da Sindroma de Alienação Parental, que a OMS não reconhece e a DSMIV não identifica.Este assunto incomoda-me, e a reportagem da RTP sobre a Maria, que acabou institucionalizada, e só pode ver a mãe uma hora por semana, por sofrer do suposto Síndroma arrepia-me até à medula e fez-me perder uma noite de sono.
Todos sabemos que o mundo não é perfeito, todos sabemos que o divórcio pode ser o fim ou o princípio de uma guerra de adultos onde as crianças são facilmente manipuladas, todos conhecemos o mal que por vezes se faz em nome de um suposto bem, todos em algum momento da nossa vida já alcançamos objectivos sem estar muito atentos aos meios que utilizamos (ainda que inconscientemente), por tudo isto, e muito mais, tenho dificuldade em aceitar esta Sindroma como argumento para o que quer que seja, muito menos para afastar uma criança de uma mãe, boa cuidadora e afectuosa, ainda que com o coração cheio de ódio pelo outro progenitor do seu filho. Pergunto-me também que pais cheios de ódio são estes, que recorrem a tribunal e preferem ver os seus filhos institucionalizados a deixa-los viver com as suas mães. Sei que o argumento é discutível mas apetece-me avocar a história do Rei Salomão quando duas mulheres afirmavam ser mães da mesma criança, e o rei ameaça mandar cortar a criança ao meio, decidindo por fim dar a guarda da criança àquela mulher que cedeu em entregar a criança à outra mulher para que a criança não fosse morta. Parece-me que um bom pai, deve saber recuar temporariamente, desistir se necessário, pelo bem-estar do seu filho. Talvez o filho um dia possa reatar a relação e compreender este “abandono”, mas certamente nunca lhe perdoará o tempo de institucionalização.
Nota: A autora do post faz aqui uma declaração de interesses: há 40 anos foi supostamente vítima da “ síndroma de alienação parental”. Uma separação na década de 60 era uma guerra sem fim, que envolvia ódios colossais, aliás essa guerra só acabou com a formalização do divórcio dos pais em 76, quase 10 anos depois. Viveu sempre com a sua mãe e a sua família materna, adoecia todos os domingos da visita, e o seu pai, quando ela tinha 3 ou 4 anos, desistiu dos encontros domingueiros a troco da poupança da pensão de alimentos. O juiz quando ela tinha 9 anos perguntou-lhe a sua opinião sobre o assunto. [Ela nunca se esqueceu daquele juiz barbudo que a ouviu atentamente e compreendeu a sua opção- devia ser comunista!-]. Cresceu saudável e mais ou menos feliz, como toda a gente, e não lhe aconteceu nada de mal, antes pelo contrário.
16 de dezembro de 2009
A minha irmã
A minha irmã é filha única, como eu.
Encontrámo-nos há 25 anos atrás num dia radioso de Outubro.
Escolhemo-nos.
E somos irmãs deste então.
Não sei como é ter uma irmã biológica, mas não deve ser diferente deste afecto que nos une, desta cumplicidade feroz e da confiança inabalável que nos alia.
A minha irmã [sabe que] é a única pessoa a quem confiaria (face a uma impossibilidade dramática [lagarto, lagarto, lagarto!]) o meu bem mais precioso: o meu único filho!
A minha irmã agora vive do outro lado do mundo, mas está quase a chegar para passarmos o natal em família.
30 de maio de 2009
Sem comentários ou...com tudo por dizer
por nós, por eles... olhem à vossa volta e reparem...
há dias em que é bom trabalhar, há dias em que o profissional e o pessoal se misturam miraculosamente, há dias em que tudo faz sentido...
17 de maio de 2009
O puto em dia de Eurovisão I
8 de maio de 2009
Ele
Ele é um companheiraço.Ele não é daqueles simpáticos que ajuda em casa, ele faz pela vida, tal como eu. Ele partilha!
Ele assumiu o filho desde o primeiro minuto: fraldas, noites, biberões, banhos, antibióticos e pediatras. Ele cozinha (como ninguém! e 100 vezes melhor que eu), ele estende roupa, ele aspira, ele vai às compras, ele trata do terraço, ele pendura quadros, ele arranja torneiras, ele pinta paredes, ele lava os vidros, ele lava os carros e vai pôr-lhes gasolina (coisa que eu não faço). Enfim, poder-se-ia dizer que é um homem XXI, civilizado, inteligente, de cabeça arrumada, sei lá …quase um nórdico.
Mas (esta estória tem um mas), ontem (re)descobri a sua latinidade … quando depois de semanas e semanas reclamei e lhe pedi para chegar a casa pelo menos antes da 19.30h, para fazer um jantar aceitável (que eu e o puto já não aguentamos mais a minha comida) e tratar do puto que eu tinha que estudar, ele lá conseguiu escapar a uma reunião tardia, agendando-a para hoje de manhã. Mas (aqui está o mas) durante o jantar na conversa descobri que ele estava ali connosco porque usou o “famoso argumento” que tinha que ir buscar o meu carro à oficina que fechava às 19.30h e não com a verdade de que tem uma família com a qual não jantava em casa à quase um mês e que precisava de tomar conta do filho. Eu sei que é preciso saber viver, eu sei que ele estava ali, mas deitei-me com este incomodo na alma, esta desilusão… pode ser disparate, mas fiquei magoada!
E ele alinhou no esquema…
4 de maio de 2009
Maternidade
19 de novembro de 2008
21 de outubro de 2008
23 de setembro de 2008
Monoparentalidade

A partir de hoje sou, e serei por 30 dias, uma mãe solteira.
Claro que há o skype, e o msn e o telemóvel para matar as saudades.
Mas a logística está toda por minha conta. Estou exausta, ao fim do primeiro dia!
As minhas rotinas estão viradas do avesso!
Não sei se sobreviverei….
Decididamente, para mim, um filho é para ser vivido a dois.
(foto de Nuno Santos, retirada do Olhares)
29 de agosto de 2008
Intimidade
Foi mesmo alguém que me conhece muito bem…
Obrigada amiga!






