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6 de junho de 2011

O amanhã ...começa hoje




Acreditei e acredito que mesmo com a troika o amanhã pode ser melhor...

24 de setembro de 2009

No dia 27, vamos todos correr com o Sócrates?



Acabo de ver as sondagens e fico preocupada. Tanto, tanto ...que me socorro das palavras e da imagem deste meu grupo do facebook.

Vá lá, toca a ajudar, no domingo, votem onde votarem (têm mais 15 alternativas) dêem uma ajudinha a esta grande corrida do senhor....para os antípodas!

20 de setembro de 2009

A Campanha Eleitoral para as Legislativas

anda tão sensaborona, que nem me apetece falar dela, nem do Ricardo Costa o seu supra comentador. Venham de lá as autárquicas que a julgar por alguns cartazes devem ser bem mais divertidas!

6 de junho de 2009

Dia de Reflexão



Em dia de reflexão sobre o sentido do voto de amanhã ...reflicto, reflicto...a estudar páginas e páginas de pura propaganda governamental.
Acho que é fácil a decisão para amanhã, não preciso das 24 horas, meia dúzia de páginas bastaram!

27 de maio de 2009

Pela Alexandra

Peço a todas as farmácias da cidade de Guimarães e arredores que recusem veementemente a venda de quaisquer ansiolíticos, antidepressivos, tranquilizantes ou soporíferos, ainda que com receita médica, aos eminentes juízes e juízas do Tribunal da Relação de Guimarães.

Quem toma determinadas decisões deve viver com o seu peso na consciência, deve ter insónias, deve deprimir, deve ter vergonha de se olhar no espelho, deve ficar impotente ou frígida, mas sobretudo deve estar bem lúcido(a) para reconhecer as consequências brutais dos seus erros.

Já agora senhores taberneiros de Guimarães, nem um copo três, nem uma gota do garrafão, para esses senhores e senhoras meritíssimos juízes. Nem pelo álcool se deverão poder alienar desta realidade.

E senhores Ministros que tutelam os tribunais, os serviços de estrangeiros, a segurança social e as comissões de protecção de menores, não venham agora sacudir a água do capote e assobiar para o lado…os senhores também são responsáveis pela situação da Alexandra, se não por acção, certamente por omissão.

[E que tal um pedido de desculpas público a todas as mães e pais deste país que amam e protegem e cuidam os seus filhos do coração, e a assumpção de que cometeram um erro terrível que jamais poderá ser corrigido.]

24 de maio de 2009

Os cartazes da campanha...ii

Não sei voltarei ao assunto dos cartazes, porque ao passar pelos do PS fecho os olhos e acelero com medo que o senhor comece a cantar o "fantasminha brincalhão", que tanto tive que ouvir quando o puto era mais pequeno.
O cartaz do Nuno, do CDS/PP, também me assusta, porque fico sempre com a sensação, que ele vai saltar do cartaz e pregar um estalo ao primeiro que por ele passar, porque o homem transpira quilos de assertividade, e como a foto está ligeiramente inclina parece mesmo, mesmo que vai cair...
Quanto ao outros que por aí andam, não me são estranhos, mas não sei quem são, parece que andaram aí metidos nuns movimentos contra a vida das mulheres que não tinham dinheiro para ir a Espanha fazer uma IVG e isso eu não lhes posso perdoar...

Os cartazes da campanha... i

Corrijo o post de ontem, o BE também já tem novo cartaz, vi-o hoje pelo canto do olho em Alcântara, também já tem o Miguel, em pose de galheteiro, isto é, incluído num trio com mais outro homem e uma mulher, depreendo que os segundo e terceiro na lista para a Europa, sim que por muito liberais que sejam aquilo não deve ser nenhum apelo à menage a trois...

confesso que preferia o cartaz anterior...

A campanha do Rangel...

Há tempo que aguardava os cartazes do "tio" Rangel. Não me fazia sentido que em plena pré-campanha ainda fosse a líder do PSD a dar a cara ao lado dos cabeça de lista dos outros partidos políticos/movimentos, com excepção do cartaz do BE que optou por "aquele abraço" entre o senhor Presidente da Comissão e o senhor Pinto de Sousa.
Ora, na sexta-feira descobri o primeiro cartaz: fundo verde, foto catita com olhar cintilante, com a seguinte mensagem "pelo interesse nacional eu assino por baixo", achei a frase estranha, vazia, despropositada, mas o semáforo abriu e eu não pensei mais naquilo. Hoje, quando regressava a casa, justamente quando se abatia um dilúvio sobre a cidade, deparo-me, em mais um semáforo, com um outro cartaz, desta vez com fundo vermelho, a mesma foto e com a mensagem "as famílias portuguesas acima das famílias europeias" e repetia o "eu assino por baixo". Esta frase intrigou-me pela sua ininteligibilidade, que raio o homem realmente se propõe assinar? Como gosto de um bom mistério (não tivesse lido na adolescência milhares de livros policiais) dediquei-me à pesquisa: fui consultar a página oficial do PSD, para ver se percebia as frases, eventualmente enquadradas num discurso. Mas não, nada de nada, apenas depreendi que vão existir provavelmente mais alguns cartazes, um amarelo, um azul e um acastanhado, com frases igualmente despropositadas rematadas com o famoso "assino por baixo".

Eu suspeito que, de facto, no Parlamento Europeu se discutam coisas absolutamente abstrusas, e que eventualmente o estratega da campanha até possa conhecer essa realidade, mas gostava que o "tio" Rangel fizesse mais no PE do que andar a assinar por baixo todas as parvoíces que lhe colocarem debaixo do nariz.
É que o espírito crítico nunca fez mal a ninguém...

24 de abril de 2009

Rapidinhas de 24 Abril [conceito twitter]

1. Viva o senhor presidente da Câmara Municipal de Viana do Castelo e mais o homem que manda em Caracas que declararam as "suas" cidades livres de touradas, ali não se matam mais touros nas praças!Olé!!!
2. Senhor Presidente da Câmara de Santa Comba Dão, a propósito da inauguração amanhã da Praça/Largo Salazar, diz v. Exºa que 35 anos depois é tempo de enterrar os fantasmas do passado... primeiro parece que é o senhor que não está disposto a isso e depois concordaria com a ideia não fora o facto de eles estarem cada vez mais presentes no nosso quotidiano!
3.Ouvi na rádio, acerca da promoção de Otelo, uma frase brilhante, da qual não apanhei o autor, mas que deixo aqui, porque me fez sentido (talvez por ser ainda muito de manhã) "...quem pensa as revoluções são os idealistas, quem as faz são os fanáticos..."
4. Huf! em ano de eleições há muita informação para digerir...

12 de novembro de 2008

Maneis, os melhores amigos

Não, a minha boca não se abriu de espanto ao ver o noticiário. Não, não fiquei arrepiada por mais que o L. clamasse contra as amigalhices dos gajos do Governo. Digamos que… até achei normal. Então o Pinho da Economia escolhe o seu grande amigo Sebastião (que até o substitui em grandes negócios para os quais tem uma procuração), para a Autoridade da Concorrência, e depois?
Pensem bem, se fossem, ainda que por momentos, Ministros ou assim, não escolheriam para os cargos importantes os vossos amigos mais queridos, sendo que ainda por cima poderiam ter estudado na universidade do futuro presidente dos EUA(?) (Que raio de argumento este Ministro sem argumentos foi utilizar? Ou homem é apalermado ou julga que somos parvos? Isto é que me irritou! A parvoíce irrita-me sempre! Muito mais que a corrupção, que essa acredito que é um traço genético nacional!)

Pois eu, se fora Primeira-Ministra (sim, que não consigo pensar menos que isso...) o mais certo seria escolher aqueles que conheço e aqueles em quem confio para encabeçar os meus Ministérios e eles certamente fariam o mesmo com as suas Secretarias de Estado, e todos assim, segundo o mesmo princípio das amizades e dos conhecimentos, por aí abaixo.

Ora bem, a minha querida comadre, de caras, ficava com a Saúde, com aquele sorriso e aquela capacidade de seduzir médicos e pessoal de enfermagem a coisa ficava logo resolvida, ao S. com quem partilho o gabinete e me salva das aflições do Excel, e dos orçamentos e dos apuramentos estatísticos dava a Economia e/ou Finanças, ou as duas, sei lá, que esses assuntos nunca me interessam, a F. a jurista cá da sala, aplicada, diligente e competente, ainda que use termos como controvertido, em vez de um simples controverso, ficava com a Justiça, a minha amiga C. ia direitinha para a Educação, tantos anos de experiência no ensino especial haviam de por aquele Ministério a funcionar, para a reabilitação, que deixaria de ser uma Secretaria de Estado e passava a Ministério só podia ir minha amiga MH (e este seria certamente o Ministério mais divertido e alucinado do meu Governo); o K. ficava com o Desporto e assim podia erradicar os árbitros que insulta e vingar-se de todos os dirigentes desportivos que lhe escolheram sempre mal os treinadores da sua equipa de eleição; o meu querido L. (pai do meu filho) ficava com a tutela da comunicação social, o que talvez fosse bom porque havia de proibir que dissessem mal do meu Governo, e a lista continuaria entre amigos e conhecidos…

Aliás, ao deitar o puto, resolvi testar a minha teoria dos genes para convidar amigalhaços para o Governo e perguntei-lhe “ se mandasses num país, se fosses o rei de um reino muito distante, onde tinha muitas coisas para fazer, a quem é que pedias ajuda?” a resposta foi pronta: “à mãe, ao pai, à avó e ao Action Man!”. Boa ideia, não há como consultar os próximos nesta coisa de constituir Governos…pois claro, no meu Governo faltava o Action Man, que devia ir direitinho para Ministro da Administração Interna!

E pronto! Governo formado, amigos e conhecidos satisfeitos. E a ética?
Ora a ética… a ética que fosse dar uma volta… talvez com a estética…

6 de novembro de 2008

Os mal ditos


Ele há coisas que nos assolam o pensamento que não devem ser verbalizadas. Aprendemos este facto no convívio social e desde a mais tenra idade.
Quantas vezes não se levantou um sobrolho ameaçador, não levámos um tabefe ou um empurrão, ou ouvimos um pigarrear mais veemente por dizermos de forma inconveniente a nossa abrupta, mas verdadeira, opinião...·
Pois é, há coisas que são para pensar e calar, ou pelo menos para processar antes que nos saiam de chofre pela boca fora, sobretudo se o nosso discurso tem visibilidade pública e mais ainda, se temos ambições politicas. Foi o que aconteceu com a Dra. Manuela Ferreira Leite quando respondeu de forma convicta mas infeliz à pergunta (a propósito do investimento que Portugal pretende fazer em obras públicas):

- As obras públicas ajudarão, pelo menos, ao factor desemprego?
- Ao desemprego de Cabo Verde, desemprego da Ucrânia, isso ajudam. Ao desemprego de Portugal, duvido.

O raciocino de per si não é de todo errado, (todos sabemos que as obras públicas são um dos principais sorvedouros de mão-de-obra imigrante, quantas vezes ilegal, a trabalhar em regime de semi-escravatura), mas a forma como foi proferida, sem a clarificação desejada tornou-a agressiva, xenófoba e discriminatória e um alvo fácil para a chacota nacional e parlamentar, permitindo até ao senhor primeiro ministro, afirmar heroicamente no parlamento que o seu partido não distingue portugueses de primeira e de segunda (?).
Eu, que reconheço em mim uma formação humanista, tenho que não teria respondido assim, mas que não deixaria de fazer o mesmo pensamento analítico.

Tal como fiz, e afligi alguns colegas de trabalho, quando foram apresentados os abonos de família pré-natal como forma de estimular o aumento das taxas de natalidade, pois apoiar-se a natalidade dos mais pobres pareceu-me um erro brutal, ora se se reconhece sociologicamente a perpetuação geracional de subculturas de pobreza, não me pareceu sequer ético que fosse nesse grupo que necessita antes de se auto-promover e romper ciclos de exclusão que os investimento à natalidade devessem ser realizados, quando existiriam outros grupos disponíveis, mais estruturados e predispostos a aumentar a sua natalidade se o Estado lhes oferecesse melhores condições de suporte social e fiscal.·
Mas percebo que política e eleitoralmente dá jeito que assim seja.
Apoiar os pobres fica sempre bem.
Dizer alguma coisa considerada socialmente incorrecta, ainda que verdadeira, fica sempre mal.
Por isso, toca a aprender lição.

5 de novembro de 2008

OBAMA 08

O que é que pensou este homem aquando do anúncio da vitória?
Terá gritado interiormente “sim consegui!”, ou terá rezado ao seu Deus para que nada daquilo fosse verdade. Terá firmemente acreditado no seu discurso de vitória ou teve consciência exacta das promessas impossíveis de cumprir. Acreditou que venceu porque tem efectivamente as qualidades que se exigem, ou apenas pelo demérito dos seus opositores. Terá ficado inebriado com o poder que se avizinha ou terá sentido uma cólica de pavor pela dimensão exacta dessa responsabilidade.

Será que reflectiu na sua negritude, pensou nas suas raízes ancestrais, sentiu a escravatura vingada, ouviu interiormente os gritos de júbilo do povo massacrado do país de onde o seu pai emigrou, ou concentrou-se apenas no nó da gravata e sentiu o sabor de ser o homem do poder…

Terá pensado primeiro em todas as mulheres que amou, nas suas filhas, ou na sua cabeça delineava-se só a escolha dos membros do seu gabinete…

Que homem é este? Que pessoa é esta?
Gostava tanto de saber quais foram os seus primeiros pensamentos…
Acredito que são esses que vão fazer toda a diferença (prometida)!

30 de outubro de 2008

Política espectáculo

Gosto de política.
Da política verdadeira, ideológica, convicta, no profundo respeito pelo serviço aos outros.
Daquela que já não existe.
Mas também não resisto ao espectáculo assumido da política.
Aí sou fã da política à americana.
Esta política que se assume intensamente, com verdadeiros spots publicitários, onde os meios de comunicação social assumem à descarada as suas preferências, onde as convenções são apoteóticas, com pessoas que (aparentemente) ainda acreditam, que abanam convictamente trajas, fitas e bandeirolas e gritam e apupam o candidato adversário e choram pelos seus candidatos (comparado com tudo isto a política nacional é uma seca, com uns comentadores encapuçadamente tendenciosos, com uns sorumbáticos tempos de antena, entalados entre o Preço Certo e o Telejornal, com os Congressos vazios, com os jantares de bacalhau com natas e carne assada com umas pessoas amorfas que só lá vão porque as enfiam em autocarros com a promessa de ir petiscar de graça, ou receber um Magalhães ou pelo menos uma pen que funcione).
Gosto deste espectáculo onde entram brancos e negros, veteranos de guerra e donas de casa aparvalhadas, mais todos os membros das suas famílias, cães e gatos incluídos.
Ah! E gosto mesmo, mesmo, de diariamente se desmantelar uma qualquer tentativa frustrada de homicídio ao candidato pré-eleito nas sondagens diárias.
Isto sim. Já que não existe política da verdadeira ao menos que esta festa tenha todos os ingredientes: dinheiro, suor, lágrimas, ignorância, escândalos e … sangue, muito sangue (isso é que era uma festa!) … Porque agora a politica é um thriller!