6 de abril de 2011
Dúvidas matinais...
1 de abril de 2011
Educar
Aprendemos nos livros que educamos os nossos filhos por referência aos nossos próprios modelos de parentalidade e que o podemos fazer por duas vias: por imitação ou por oposição. Ora isto cá em casa é muito divertido, porque não é verdadeiro. Nem eu, nem o pai do puto tivemos “modelos”: eu, filha de uma adolescente, digamos que tive uma mãe sui generis, cuidadora, eficiente, mas “pouco mãe” naquilo que se considera expectável no exercício da autoridade e da afectividade [tenham calma porque esses tempos já foram apaziguados por alguns anos de divã e sobretudo compensados pela avó fantástica que é!]. Enfim, foi mais amiga/irmã do que mãe. [Eu fui, na adolescência, invejada por todas as minhas amigas, pois podia fazer tudo, desde que fosse uma aluna exemplar, quando eu própria as invejava por terem mães e pais que não lhes permitiam fazer algumas coisas, que se calhar eu não deveria ter feito]. Ele, por outro lado, filho tardio, depois de três irmãos muito mais velhos, órfão de pai desde criança, foi criado por uns e por outros ao sabor de vontade própria e sem ninguém lhe dar mimo ou muita importância. Assim, face às nossas experiências não convencionais educamos mais ou menos intuitivamente sem referência a modelos claros aos quais nos opor ou repetir. Eu, confesso que sou uma teórica, sempre com “livrarada” atrás para legitimar esta ou aquela atitude, reforçar comportamentos, validar mimo, mimo e mais mimo :). O pai, mais autodidacta, aposta naquela coisa de estabelecer regras, traçar fronteiras e criar cumplicidades masculinas. Assim, diariamente fazemos o nosso melhor, entre ansiedades e gargalhadas, mas pelo que vejo e pelo feedback que temos tido, até agora, não nos temos saído muito mal. Mas que é difícil, é!28 de março de 2011
Mais uma voltinha, mais uma viagem….
24 de março de 2011
Devaneios & (des)Governo

20 de março de 2011
E fico sempre enternecida quando os vejo aos dois entre legos, meccanos e ferramentas a sério. E também, quando mexem na terra dos vasos de terraço ou quando adormecem juntos no sofá a ver futebol. E até mesmo, quando ficam os dois a bater o pé à porta das lojas de roupa dos centros comercias, onde eu não consigo comprar nada com tanta pressão. Adoro vê-los juntos. Tão iguais e tão diferentes, como só pai e filho podem ser. 15 de março de 2011
Os dias de ...

Não ter família, à mão, no Natal é fatal, não ter um(a) namorado(a) a 14 de Fevereiro é dramático, não ter mãe no primeiro domingo de Maio é uma tristeza e não ter pai a 19 de Março é uma valente chatice. E isso, eu sei bem como é: desde que me lembro de ser gente que não tenho pai.
Em pequena, quando na escola todas as crianças faziam, com maior ou menor entusiasmo, o presente para o seu paizinho, eu limitava-me a fazer qualquer coisa mal enjorcada, para depois deitar para o lixo, sem nunca ninguém ter visto a obra. Depois de alguns anos de explicações ou omissões, e face à comiseração colectiva do “coitadinha, filha de pais divorciados” seguida de um complacente encolher de ombros e abanar de cabeça do interlocutor adulto, resolvi, já no inicio da adolescência, cortar o mal pela raiz e dizer que o dito tinha morrido para me deixarem de chatear com aquelas mariquices [perante a morte as pessoas tendem a ter mais respeito, ficam inibidas e o “coitadinha” é mais contido, emocionalmente diferente, já não era a criança voluntariamente abandonada, mas aquela a quem a morte tinha precocemente roubado o pai].
Assim, porque nunca tive pai, não faço a mínima ideia do que é ter um. E sem esta experiência o 19 de Março é apenas o dia que me lembra que há um sentimento que não sei sentir, uma relação que não vivi e uma série de emoções que nunca experimentei.
Por isso, caros senhores do marketing não me chateiem com a treta do dia do pai, não me invadam com sms, mails, correspondência a anunciar promoções que versam o tema pois não estou minimamente interessada, não sou uma cliente-alvo!
Irra, que estou cansada de apagar mensagens a oferecer coisas de que não preciso, nem nunca vou precisar!
A questão dos iates também está resolvida!
Segundo o SOL apurou, existem neste momento cerca de 250 embarcações daquele tipo a beneficiarem dos 80 cêntimos por litro a que nos últimos dias tem sido comercializado este gasóleo. Recorde-se que este nível de preços só é possível porque o Estado subsidia este combustível. Trata-se da portaria n.º117-A, de 8 de Fevereiro de 2008, que regulamenta e fixa as isenções e taxas reduzidas do ISP (imposto sobre produtos petrolíferos e energéticos) previstas no Código dos Impostos Especiais de Consumo. No diploma admite-se a isenção de ISP a embarcações utilizadas na navegação comercial, designadamente na marítimo-turística. Assim sendo, veleiros, iates, catamarãs e outras embarcações ligadas à actividade turística estão autorizadas a abastecer-se com o chamado ‘gasóleo verde’ (colorido e marcado), substancialmente mais barato que o gasóleo ‘normal’ ou a gasolina.
Mais uma questão resolvida, olha se estes também faziam greve? Sem golf e sem iates era impossível o país não ter de recorrer ao FMI!
14 de março de 2011
O país vai melhorar...
14 Março 2011 00:01
Ana Torres Pereira - atp@negocios.pt
Sócrates foi sensível a argumentos do sector. Praticantes poderão pagar apenas 6% de imposto, em vez dos 23% actuais. Solução passará por nova interpretação da lei.
Estão a ver como com este Governo tudo o que é realmente importante se resolve! Olha se os golfistas entravam em greve?
11 de março de 2011
O Discurso do Presidente
"A nossa sociedade não pode continuar adormecida perante os desafios que o futuro lhe coloca. É necessário que um sobressalto cívico faça despertar os Portugueses para a necessidade de uma sociedade civil forte, dinâmica e, sobretudo, mais autónoma perante os poderes públicos.
O País terá muito a ganhar se os Portugueses, associados das mais diversas formas, participarem mais activamente na vida colectiva, afirmando os seus direitos e deveres de cidadania e fazendo chegar a sua voz aos decisores políticos. Este novo civismo da exigência deve construir-se, acima de tudo, como um civismo de independência face ao Estado.
Em vários sectores da vida nacional, com destaque para o mundo das empresas, emergiram nos últimos anos sinais de uma cultura altamente nociva, assente na criação de laços pouco transparentes de dependência com os poderes públicos, fruto, em parte, das formas de influência e de domínio que o crescimento desmesurado do peso do Estado propicia.
É uma cultura que tem de acabar. Deve ser clara a separação entre a esfera pública das decisões colectivas e a esfera privada dos interesses particulares.
Os cidadãos devem ter a consciência de que é preciso mudar, pondo termo à cultura dominante nas mais diversas áreas. Eles próprios têm de mudar a sua atitude, assumindo de forma activa e determinada um compromisso de futuro que traga de novo a esperança às gerações mais novas.
É altura dos Portugueses despertarem da letargia em que têm vivido e perceberem claramente que só uma grande mobilização da sociedade civil permitirá garantir um rumo de futuro para a legítima ambição de nos aproximarmos do nível de desenvolvimento dos países mais avançados da União Europeia.
Esta é uma tarefa de todos, cada um tem de assumir as suas próprias responsabilidades. É essencial que exista uma união de esforços, em que cada português se sinta parte de um todo mais vasto e realize o quinhão que lhe cabe.
Necessitamos de recentrar a nossa agenda de prioridades, colocando de novo as pessoas no fulcro das preocupações colectivas. Muitos dos nossos agentes políticos não conhecem o país real, só conhecem um país virtual e mediático. Precisamos de uma política humana, orientada para as pessoas concretas, para famílias inteiras que enfrentam privações absolutamente inadmissíveis num país europeu do século XXI. Precisamos de um combate firme às desigualdades e à pobreza que corroem a nossa unidade como povo. Há limites para os sacrifícios que se podem exigir ao comum dos cidadãos.
A pessoa humana tem de estar no centro da acção política. Os Portugueses não são uma estatística abstracta. Os Portugueses são pessoas que querem trabalhar, que aspiram a uma vida melhor para si e para os seus filhos. Numa República social e inclusiva, há que dar voz aos que não têm voz.
...
A coesão entre as gerações representa um importante activo de que Portugal ainda dispõe. Os jovens não podem ver o seu futuro adiado devido a opções erradas tomadas no presente. É nosso dever impedir que aos jovens seja deixada uma pesada herança, feita de dívidas, de encargos futuros, de desemprego ou de investimento improdutivo.
O exemplo que temos de dar às gerações mais novas é o exemplo de uma cultura onde o mérito, a competência, o trabalho e a ética de serviço público sejam valorizados. Entre as novas gerações, Portugal dispõe de recursos humanos altamente qualificados. Se nada fizermos, os nossos melhores jovens irão fixar-se no estrangeiro, processo que, aliás, já começa a tornar-se visível.
É fundamental que a sociedade portuguesa seja despertada para a necessidade de um novo modo de acção política que consiga atrair os jovens e os cidadãos mais qualificados. O afastamento dos jovens em relação à actividade política não significa desinteresse pelos destinos do País; o que acontece, isso sim, é que muitos jovens não se revêem na actual forma de fazer política nem confiam que, a manter-se o actual estado de coisas, Portugal seja um espaço capaz de realizar as suas legítimas ambições. Precisamos de gestos fortes que permitam recuperar a confiança dos jovens nos governantes e nas instituições.
Seria extremamente positivo que os jovens se assumissem como protagonistas da mudança, participando de forma construtiva, e que as instituições da nossa democracia manifestassem abertura para receber o seu contributo. A geração mais jovem deve ser vista como parte da solução dos nossos problemas.
...
Façam ouvir a vossa voz. Este é o vosso tempo. Mostrem a todos que é possível viver num País mais justo e mais desenvolvido, com uma cultura cívica e política mais sadia, mais limpa, mais digna. Mostrem às outras gerações que não se acomodam nem se resignam.
Sonhem mais alto, acreditem na esperança de um tempo melhor. Acreditem em Portugal, porque esta é a vossa terra. É aqui que temos de construir um País à altura das nossas ambições. Estou certo de que, todos juntos, iremos vencer. "
10 de março de 2011
7 de março de 2011
O Festival da Canção
Uma letra que fala da situação de crise que o país atravessa e uma música que recupera o imaginário da canção de protesto do PREC fazem A luta é alegria, a canção dos Homens da Luta que na noite de anteontem lhes valeu o passaporte para a primeira semifinal do Festival da Eurovisão, a realizar em Maio em Dusseldorf, na Alemanha.
O resultado da votação em directo para a RTP, decorrente da soma do televoto com os votos dos 20 júris distritais do país, desagradou a parte do público no Teatro Camões, em Lisboa, onde decorreu o 47.º Festival RTP da Canção.
A vitória dos Homens da Luta, um sexteto que tem como figuras dominantes os irmãos Nuno e Vasco Duarte (mais conhecidos como Gel e Falâncio), que há algum tempo irromperam na cena audiovisual, nomeadamente com programas de humor na SIC Radical e na Antena 3, foi determinada pelo voto popular. A luta é alegria somou 18 pontos (seis dos júris mais 12 do público), superando em apenas um ponto a segunda classificada, São os barcos de Lisboa, interpretada por Nuno Norte e que foi a eleita do júri nacional.
"Acto de comédia"
A luta é alegria tem letra de Gel e música de Falâncio, e foi interpretada por um grupo que representava arquétipos do imaginário pós-25 de Abril de 1974, com o militar, o operário, a camponesa e a revolucionária, sobre um fundo de cravos vermelhos. "De noite ou de dia, a luta é alegria/ E o povo avança é na rua a gritar", diz o refrão da canção, cuja vitória originou - tanto no Teatro Camões como no espaço virtual da Internet - reacções desencontradas.
Alguns vêem na canção mais uma expressão do mal-estar da "geração à rasca" e um fenómeno idêntico ao da canção Parva que sou, dos Deolinda; outros reduzem-na a uma má imagem para Portugal levar ao país de Angela Merkel...
Para o crítico de televisão Eduardo Cintra Torres, o facto de a vitória dos Homens da Luta ter sido determinada pelo voto do público vem associar-se claramente ao fenómeno Deolinda e à contestação do statu político actual. A performance dos irmãos Gel e Falâncio é "um acto de comédia usado contra a política, mas também uma forma de fazer política", diz este analista do audiovisual português e cronista do PÚBLICO.
Sobre o espectáculo e as reacções no Teatro Camões, Cintra Torres diz que ele seguiu o figurino habitual, mas que os Homens da Luta o fizeram "implodir por dentro".
José Fragoso, director de programas da RTP, contesta a ideia de que a vitória do grupo de Gel-Falâncio traga algo de extraordinário ou de diferente relativamente a edições anteriores do festival. Viu os apupos e o abandono de espectadores no Teatro Camões no final como "uma reacção normal dos perdedores", dos partidários dos outros concorrentes, mais do que qualquer manifestação de outra ordem. Fragoso lembra que metade da plateia era formada por familiares e amigos dos intérpretes das 12 canções concorrentes.
Sobre as regras da votação, o responsável pela programação da RTP diz que elas são as mesmas dos outros países participantes no Festival da Eurovisão. O programa foi o 14.º mais visto do dia, com uma audiência de 709 mil espectadores.
Após o anúncio dos resultados, Gel disse que a vitória dos Homens da Luta se devia ao "voto do povo". "Camaradas, a todos aqueles que gostam, muito obrigado; a todos aqueles que não gostam, mais obrigado ainda. A luta é alegria, e nós vamos à Alemanha mostrar isso, que Portugal não é só fado", disse o líder do grupo.
Gel e Falâncio surgiram no panora- ma mediático português com um programa na SIC Radical, Vai Tudo Abaixo, e algumas intervenções de rua inesperadas aproveitando a cobertura televisiva de casos e situações, como a do encerramento da Universidade Independente ou a tomada de posse do Governo de José Sócrates. No ano passado, já com o seu grupo actual, concorreram pela primeira vez ao Festival da Canção com o tema Luta assim não dá. A canção seria desclassificada por não ser inédita e violar, assim, o regulamento do concurso.
Jornal Público, 07.03.11
4 de março de 2011
Procura-se
2 de março de 2011
1 de março de 2011
23 de fevereiro de 2011
21 de fevereiro de 2011
14 de fevereiro de 2011
Meu amor

Faz hoje 7 anos que eu e o pai [e toda a equipa que estava no bloco] te escolhemos o nome no preciso instante em que te pousaram sobre o meu colo.
Faz hoje 7 anos que todos os médicos da sala ficaram à espera que o pai desmaiasse e ele, em vez disso, fez a mais bonita reportagem fotográfica da sua vida.
Faz hoje 7 anos que senti que toda a responsabilidade do mundo me tinha caido em cima.
9 de fevereiro de 2011
A selva urbana
O corpo de Augusta Duarte Martinho, que completava 96 anos no próximo dia 12, esteve nove anos no chão da cozinha do apartamento onde residia sozinha, na Rinchoa, Rio de Mouro, em Sintra.
Foi ontem encontrado pela PSP depois de o andar ter sido vendido em leilão pelas Finanças. A nova proprietária, 58 anos, que comprou o apartamento por 30 mil euros há três meses, e entrava ontem pela primeira vez na casa, ficou em estado de choque.
"Ainda estou horrorizada", disse ao CM. O desaparecimento já tinha sido participado à GNR, em Novembro de 2002, por uma vizinha. Aida Martins explica que deixou de ver Augusta Martinho em Agosto desse ano. Três meses depois avisou a GNR. "Eles vieram cá mas disseram que não podiam arrombar a porta", refere, assegurando "que nunca houve mau cheiro". A única companhia da idosa era um cão pequeno que foi encontrado morto na varanda da habitação.
Correio da Manhã, 09.02.2011
1h12
Por:Patrícia M. Carvalho/ Helder Almeida
Li boquiaberta esta noticia. Nove anos! Não foram nove dias, nem nove semanas, foram nove anos.
1 de fevereiro de 2011
Género e democracia familiar.

Fevereiro

31 de janeiro de 2011
25 de janeiro de 2011
Agradecimento.
Claro que devo agradecer mais a uns do que a outros... (mas isso agora não interessa nada!!).
O Presidente da República foi eleito e não haverá segunda volta!
E a nossa família (e a minha vida) voltou à doce monotonia do quotidiano... até às próximas eleições.
20 de janeiro de 2011
A escolha (por interesse) da Xanuca
Vivemos na ilusão do ideal, do perfeito, da romântica coincidência. Tendemos a achar que as escolhas que fazemos são orientadas pelo destino ou mesmo por qualquer inspiração divina. Mas aceitemos, todas as escolhas que fazemos são-no por interesse, pelo mais puro interesse (não se leia aqui a conotação comum e negativa de interesse, mas a sua definição etimológica, enquanto motivo, razão de escolha)!
Escolhemos os amigos, os companheiros, os pais dos filhos, porque são ricos ou porque são inteligentes, porque são gordos ou porque são magros, porque os admiramos, porque têm um carrão, porque são bonitos e altos, porque são mesmo bons na cama, ou pura e simplesmente porque nos fazem rir, porque os conhecemos desde sempre ou porque constituem o desafio do desconhecido, porque vivem no “mundo" ao qual queremos pertencer ou simplesmente porque já não suportamos mais a nossa solidão.
E assim, vamos vivendo entre estas escolhas interesseiras, e vamos sendo mais ou menos felizes em função das escolhas que fazemos.
Aproximam-se as presidenciais, e vamos ter de escolher.
Uns não terão dúvidas, são amigos, sabem que vão recolher dividendos, ou querem apenas manter o seu status quo, outros escolherão votar naqueles com os quais julgam partilhar ideais para conseguir um país melhor. Muitos votarão por puro desencanto, mesmo com raiva.
Eu, aqui me confesso, votarei por interesse, por puro interesse.
Não me inspira nenhum candidato, não encontro motivos racionais para votar em nenhum deles, não acredito na boa fé de nenhum, não gosto da sua sobranceria. As suas campanhas foram cinzentas, tristes e infelizes, mas…
... quero o meu marido em casa, tenho saudades de jantar em família, quero de novo tarefas partilhadas, quero ir ao cinema a dois, quero um gajo (adulto) na cama antes das 04.00h, quero que o telemóvel dele (nos parcos instantes que está ao pé de nós) pare de tocar compulsivamente, quero um fim-de-semana normal. Por isso vou votar (ainda que contrariada) para tentar evitar uma segunda volta. Vou votar, não para ter um país melhor, que sinto que não terei com nenhum destes candidatos, mas para que o meu filho durma a noite inteira (e não fique eternamente à espera que o pai chegue), para que a cadela pare de fazer xixi na cozinha (eu não consigo levá-la com frio e chuva à rua à meia-noite) e para que o meu martírio pessoal não se perpetue por mais uns tempos…
Já agora, se não tiverem nenhum interesse especial em qualquer um dos outros candidatos podem dar uma ajudinha à minha causa?
Muito agradecida pela colaboração!
17 de janeiro de 2011
A imutabilidade do que sou!
"O Escorpião é um signo intenso, com uma energia emocional única em todo o zodíaco. Ainda que possam parecer calmos, os escorpiões têm uma agressividade e magnetismo escondidos internamente. São afáveis, sociáveis, reservados, cortêses e, ainda que pareçam estar um pouco afastados da acção, em realidade estão a observar tudo com seu olhar crítico.
O escorpião é tremendamente poderoso e seu caráter pode causar enormes benefícios ou grandes riscos para os demais. Sua tenacidade e força de vontade são únicas, mas também muito sensíveis e facilmente afetadas pelas circunstâncias. São emotivos e facilmente feridos.
Quando um escorpião consegue utilizar sua enorme energia de forma construtiva, transforma-se num grande agente para a sociedade e pode converter-se num grande líder. Não obstante, os escorpiões devem aprender a controlar-se, porque podem ser muito críticos.
Os escorpiões são muito imaginativos, intuitivos e têm uma grande capacidade para analisar situações e pessoas. De todos os signos do zodíaco, são os que mais probabilidade têm para converter-se em gênios - desde que controlem seu lado negativo, porque se escolhem o caminho errado podem ser muito destrutivos para eles mesmos e para outras pessoas. Devem tentar evitar sensações como a arrogância, a agressividade e o ciúme, porque eles sentem as coisas tão intensamente que, se se renderem a esses sentimentos negativos, podem perder o controle.
E também me recuso a perder a aura de "Deusa" sensual. Era o que mais faltava! Sempre me deu tanto jeito nos primeiros encontros, quando ao meu: - "sou escorpião", eles ficavam engasgados e corados e exprimiam um tímido: - "hum! hum!!!", aprovador e pensativo.
(Sei lá se isto não me vai voltar a fazer falta para um 4º ou 5º casamento, ou mesmo para o lar dos seniores?)
11 de janeiro de 2011
Onde é o limbo?
Não, não vou escrever sobre o caso Castro vs Seabra, nem sobre o julgamento do pai que espancou o seu filho bebé até à morte. Também não me quero pronunciar casuisticamente sobre dezenas de crimes passionais ou fraticídas, que com frequência enchem as gordas da nossa imprensa. O que me fascina (e preocupa), em todos eles, é o seu traço comum: o salto no limbo. O momento, em que cada um dos criminosos deixou de ser racional e do mais fundo do seu ser soltou uma raiva cega para cumprir aquilo que, naquele momento, considerou essencial à sua sobrevivência.Tenho passado toda a minha vida cativada por isto… qual é a chave, o detonador, que despoleta o instante em que um pessoa se transforma em besta: quando é que o ciúme se torna tão insuportável que só a morte acalma, quando é que a cobiça por um palmo de terra assume um perfil mortal, que nível de cansaço e desespero exige a necessidade absoluta de calar para sempre o outro, quando é que uma ofensa necessita de ser cobrada com sangue, a partir de que momento o abuso só se sacia na morte do abusador. Quando é que a extinção do outro, sem contemplações, se torna tão imperiosa, que dela somos capazes, sem pensar no horror e nas consequências devastadoras que levamos à vida de outros e trazemos à nossa própria vida.
E mais, que mecanismos externos e internos nos podem defender disto, quer sejamos potenciais vítimas ou criminosos…conhecemo-nos suficientemente bem para saber que seremos incapazes de passar a linha? E os outros, os que amamos, os que vivem connosco, ou aqueles com quem nos cruzamos no dia-a-dia, estarão longe ou próximo do seu limbo?
Neste momento, em que nos esperam momentos difíceis das nossas vidas, onde as necessidades que nos foram progressivamente criadas vão deixar de poder ser satisfeitas, e em que eventualmente as mais básicas também não, haverão muitos mais seres capazes de atravessar a fronteira…











