9 de novembro de 2007

Esperança



Enfim, ar puro ao fundo de tanto fumo




Ontem, José Manuel Esteves Honesto, secretário-geral da Associação de Restauração e Similares de Portugal (ARESP), disse ao DN: "Não só a maioria dos nossos estabelecimentos optará por ser para não fumadores, como aqueles que optarem por admitir o fumo vão estar devidamente sinalizados." Saúde-se a clareza. É raro que representantes de entidades que dependem de clientes se pronunciem sem ambiguidades quando o assunto é polémico. Entre nós é comum a política dos paninhos quentes (veja-se, por exemplo, o Aeroporto de Lisboa, que põe dísticos proibindo o fumo e fecha o olhos a quem não cumpre a ordem). O fumo público é uma questão de saúde pública. Proibi-lo não é um favor que se faz a uns quantos, é uma obrigação devida a todos os cidadãos. A atitude agora revelada pelo representante dos profissionais da restauração e a promessa do director-geral da Saúde - "desengane-se quem aposta no deixar andar", disse Francisco George - dão-nos a esperança na aplicação real desta proibição. Proibição, lembre-se, que só peca por tardia. EDITORIAL DN on-line


Que bom poder voltar a ir a restaurantes, sem incómodos, pedidos delicados, discussões mais ou menos fundamentalistas, interrupções de refeições e afins... que bom... que bom...

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